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‘Halloween’ é coisa séria

Se você estiver no Brasil, um dia como hoje – 31 de outubro – é como outro qualquer. Mas, estando em algum canto dos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Irlanda, certamente a rotina será diferente.

É que os brasileiros não dão tanta importância ao Dia das Bruxas (ou Halloween), da mesma forma que países de língua inglesa, onde a tradição surgiu como forma de cultuar ou homenagear pessoas mortas.

Ao longo dos anos, a celebração se modernizou, ganhou outros significados e hoje é vista como uma grande brincadeira, que cria vínculos ao aproximar vizinhos, e movimenta – e muito! – a economia.

Somente nos Estados Unidos, 158 milhões de pessoas celebram a data, de acordo com pesquisa da National Retail Federation. O gasto médio dos cidadãos durante o Halloween aumentou 54,7% desde 2005 e o gasto total estimado para 2013 é de 6,9 bilhões de dólares – números que mostram que a “indústria do medo” fatura alto.

Cidades iluminadas, jardins decorados e ruas cheias… crianças se fantasiam e percorrem o bairro, de porta em porta, fazendo a clássica pergunta: “Trick or treat?” (“gostosuras ou travessuras”?). Aqueles moradores que distribuem doces estão perdoados; quem se recusar, pode sofrer alguma “retaliação”. No entanto, a verdade é que as travessuras vêm perdendo força. Cada vez mais, a polícia e os pais estão desmotivando essas atitudes, principalmente em países como o Canadá.

Fachadas de casas são decoradas
Fachadas de casas são decoradas

Mas se engana quem acha que Halloween é coisa para criança. Jovens e adultos também participam: alguns usam adereços durante o dia, investem pesado nos enfeites da casa e abastecem o estoque de balas, pirulitos, chocolates e doces. Além disso, são muito comuns confraternizações no trabalho e festas badaladas nas noites das grandes cidades.

Uma das mais famosas acontece anualmente em Nova York e é organizada pela família italiana Cipriani, fundadora do Harry’s Bar de Veneza – companhia que reúne restaurantes, clubes e hotéis pelo mundo. Durante a noite, sempre há surpresas: em 2012, o evento contou com presenças ilustres como a da dançarina e modelo Dita Von Teese, do rapper Jay-Z e dos atores Russell Crowe e Leonardo Di Caprio. Na edição 2013, são aguardados 1,5 mil convidados que compraram mesas cujos preços variam entre 4 mil e 20 mil dólares (!). E ainda há ingressos!

Outra festa de gente grande é a da revista Playboy, realizada todos os anos em uma mansão em Los Angeles. O evento tradicionalíssimo é fechado, só para convidados. Fotógrafos se matam para conseguir uma credencial e, com frequência, fotos com corpos “pouco vestidos” vazam na internet.

A revista Vogue também investe em uma festa luxuosa e temática, denominada ‘Hallowood’, que atrai as personalidades mais importantes e influentes do mundo da moda. O evento, sempre realizado próximo ao Dia das Bruxas, é uma vitrine de tendências e serve de inspiração para coleções futuras. Na edição de 2013, realizada em Milão, o tema era a África.

Quem vive tal experiência no exterior, seja na rua ou em um night club, não costuma se esquecer. Descubra o Mundo e mergulhe na tradição mais saborosa, mal assombrada e divertida do planeta. E lembre-se: Halloween é coisa séria.

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