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Intercâmbio na praia: 10 semanas em Malta

A Thais Bere, 26, publicitária de São Paulo (SP), precisava melhorar o inglês e queria mesmo fazer um intercâmbio na praia! Sendo assim, após pesquisar, selecionou Malta como destino, onde estudou por 10 semanas, entre março e maio, na ESE Malta. Veja nosso bate-papo:

Por que fazer um intercâmbio?

T: Eu quis fazer intercâmbio porque não sabia falar inglês até então e na minha profissão é fundamental. Além disso, não tinha disciplina de fazer um curso aqui e não acreditava que eu aprenderia o idioma fazendo aulas uma ou duas vezes por semana, apenas.

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Por que escolheu fazer intercâmbio na praia, em Malta especificamente?

T: Os fatores decisivos na minha escolha foram o preço e o fato de Malta ser uma ilha. Era meu sonho fazer intercâmbio na praia e curtir por um tempo!

Intercâmbio na praia –
Popeye Village, Malta
Foto: Thais Bere/Arquivo Pessoal
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Quais documentos você teve que providenciar no intercâmbio em Malta?

T: Como fiquei menos de três meses na Europa, eu só tive que renovar o meu passaporte. Não precisei de visto, por exemplo. Comecei a planejar o intercâmbio em Malta uns 7 meses antes.

Como foi se hospedar em residência estudantil?

T: Eu adorei a experiência de me hospedar em residência estudantil! De verdade! Tive muita sorte, pois paguei pela acomodação mais simples, porém quando cheguei em Malta eles não tinham mais vagas e tiveram que me realocar. No final das contas fiquei no melhor apartamento, o Tamarisk. A experiência de conviver com pessoas de outros países, com culturas completamente diferentes, foi incrível. Durante as 10 semanas de curso morei com turcos, alemães e franceses e consegui praticar bastante o inglês.

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Quantas pessoas dividiam o espaço com você na residência estudantil em Malta?

T: O apartamento tinha lugar para 5 pessoas no total. Eram dois quartos compartilhados e um individual. Eu dividi quarto com uma menina, mas quando ela foi embora fiquei sozinha por duas semanas. O dormitório era super arrumadinho, tinha duas camas, um guarda roupas com divisórias iguais, uma cômoda com 4 gavetas e duas mesas de cabeceira. E para completar a minha sorte, eu tinha banheiro no meu quarto!

Intercâmbio na praia – residência estudantil em Malta
Foto: Thais Bere/Arquivo Pessoal

O que mais gostou e o que menos gostou em Malta?

T: É difícil falar o que eu mais gostei… Malta é incrível! Apesar de ser super pequenininha, tem muita coisa para conhecer. Mas acho que o que eu mais gostei foi o fato de eu conseguir ver o mar todos os dias. O que eu menos gostei foi o transporte público de Malta.

Intercâmbio na praia – como você se locomovia no dia a dia em Malta?

T: Eu ia para a escola ESE Malta a pé, o que levava 15 minutos, no máximo. E para conhecer os lugares ia de ônibus.

Intercâmbio na praia, Malta
Foto: Thais Bere/Arquivo Pessoal
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Como é o custo de vida em Malta?

T: Na primeira semana eu levei um susto com os preços do supermercado e alguns restaurantes porque anos antes eu havia passado 4 dias em Malta e era muito mais barato! Mas quando comecei a fazer as contas, vi que mesmo mais caro que antes, o custo de vida em Malta ainda é baixo. Com exceção das carnes, alimentos do “dia a dia” são super baratos. Alguns exemplos: pão de forma integral, leite, ovos e macarrão custavam por volta de $1 euro. 500g de frango custava $5 (sim, bem caro!), a Pringles custava $2 euros.

Intercâmbio na praia – o que costumava fazer no seu tempo livre?

T: Além da história de Malta ser riquíssima, lá tem praias paradisíacas e muita festa. Então tem programas para todos os gostos. O país é dividido em três ilhas: Malta, Gozo e Comino. Se você for pra Valleta, que é a capital, por exemplo, vai encontrar uma igreja em cada esquina, cada uma com um estilo diferente, além de bares e restaurantes super charmosos. Em Mdina não tem como não se apaixonar por todos os detalhes – e portas! Já em Paceville, que fica em St. Julians tem festa todos os dias da semana; tem baladas com música latina (Native), eletrônico, pop, enfim… minha preferida era a Footloose. Como eu sou apaixonada por praia, fiz questão de conhecer todas. A badalada (porém, não tão bonita) St. Georges Bay, que fica perto de Paceville e que todos os estudantes vão depois da aula; Golden e Paradise Bay; as piscinas naturais em Sliema, perto do restaurante Surfside e por fim a Blue Lagoon, em Comino. Foi o mar mais azul que eu já vi na vida, sem dúvidas!

Intercâmbio na praia, Comino
Foto: Thais Bere/Arquivo Pessoal
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Como estava o clima em Malta entre março e maio?

T: Cheguei em Malta no inverno, porém achei o clima ameno se comparado a outros países da Europa. Nos dias mais frios fazia uns 13ºC. O que pega por lá é o vento, que não pára um minuto do dia e faz com que a sensação térmica caia bastante. A temperatura da água é surreal de gelada e eu só consegui dar um mergulho em abril.

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Como eram as aulas na ESE Malta?

T: Tinha aulas na ESE Malta das 8h30 ou 8h45 às 12h. Não optei por fazer o curso intensivo com aulas à tarde também para ter mais tempo de conhecer a ilha.

Eu adorei a ESE Malta. No primeiro dia de aula todos os alunos fazem uma prova escrita e um teste oral de, no máximo, 2 minutos. Após uma hora, mais ou menos, o staff fala o nível de cada aluno e nos direciona para as salas de aula. A gente usa o livro Outcomes e eu achei muito interessante. Cada capítulo é sobre uma situação do nosso cotidiano e eles vão explicando a matéria (present perfect, present continuous, etc.) de acordo com essas situações.

Eu tive uma baita sorte de cair com a Inês, uma professora incrível que estimulava bastante a conversação entre os alunos. Então, mesmo estando no nível A2 (quase o mais básico), a gente conversava muito. A cada aula tínhamos exercícios de escrita, conversação e listening. Eu nunca havia feito aula de inglês aqui no Brasil, mas acredito que a metodologia seja bastante parecida, a diferença é que lá fora, se você não entender algo, a professora tentará te explicar de outras formas em inglês, não em português como acontece por aqui.

Intercâmbio na praia – ESE Malta
Foto: Thais Bere/Arquivo Pessoal
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Há muitos brasileiros em Malta?

T: Quanto ao número de brasileiros por classe na ESE Malta, eu achei ok: de 2 a 3, no inverno/primavera. Parece bastante quando se trata de uma sala de, no máximo, 12 alunos, mas pelo que eu vi nas outras escolas, a ESE Malta era a que tinha mais controle nesse quesito. E não tem jeito, pessoal: tem sim bastante brasileiro em Malta!

Intercâmbio na praia, Malta
Foto: Thais Bere/Arquivo Pessoal
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Como você avalia a sua evolução no inglês durante o intercâmbio?

T: Eu evolui muito no inglês durante o intercâmbio em Malta! Como falei no tópico anterior, nunca havia feito inglês por aqui e meu nível era básico meeesmo. Lá cheguei no B1.2, que é o intermediário, e eu realmente aprendi bastante coisa. Hoje consigo entender boa parte de filmes em inglês sem legenda, consigo me virar para falar, etc.

Como foi o atendimento da Descubra o Mundo?

T: Cheguei até a agência Descubra o Mundo pela internet. E eu adorei! Sem dúvidas recomendaria (e já recomendei) para amigos, inclusive escrevi um texto sobre vocês: ‘Com qual agência ir para Malta?’. O atendimento foi muito bom desde o começo.

“Na época eu fiquei com um certo receio de fechar uma viagem tão grande com uma agência online, sem falar com ninguém e sem visitar nenhum escritório. Mas eles [Descubra o Mundo] dão um suporte incrível, tanto por Skype, quanto e-mail ou Whatsapp. Além disso, no blog da DMI, é possível ver o relato de várias pessoas que já viajaram.”

Trecho do post escrito pela intercambista Thais Bere

Intercâmbio na praia, Malta
Foto: Thais Bere/Arquivo Pessoal